sexta-feira, 9 de julho de 2010

DeLíRiO...

Basta!

Cansei de você. Você que torna tudo tão difícil.

Eu nem sei se quero continuar a ser quem sou. Às vezes entro em caminhos que me conduzem a lugares mórbidos, lugares frios que pesam meus pensamentos.

Já era, me contamino. Caio... e meus pés se prendem à terra como raízes de árvores centenárias, trazendo todo o peso das gerações que passaram por debaixo de seus galhos. Trazendo toda a impureza. Eu exalo isso.

Parece que algo me persegue e não consigo me desvincular. É como ser escrava de si mesma e não conseguir alforria. É como se a alma batalhasse pelo corpo e o corpo, que é fugaz, fugisse da verdade. Corpo burro, abre teu tato inútil!

A verdade é que sinto, desejo, amo, odeio, brigo, faço e quero de volta. Não me sacio com pouco. Tenho a fome de um leão faminto, ou de uma criança de verme na barriga e pé no chão. Dessas bem fraquinhas.

Sou gente, será que você não vê ?

É no mínimo melancólico andar em linha reta... mas enquanto caminho memorizo e me faço crer : só eu me basto, só eu me basto... só eu...

BASTA!

3 comentários:

  1. Adoro essa essência sua de chocar as coisas...

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  2. Dar um basta assim tão poético é coisa mais linda que já vi!
    Boas voltas, querida! Senti falta das suas letras...Beijos.

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  3. Ainda bem que não bastaram estas palavras que tanto gosto de ler... voltou com tudo!!! Que bom pra nós... beijos e mais beijos

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