
Uma quente noite de verão.
O tempo era um nublado e não impedia o calor de se mostrar presente, aquecendo os corpos que pela rua passavam.
A lua não se mostrara.
Não havia resquício de luar nem de estrelas. Ela procurava ambos.
Nada.
Duas vidas e um início.
O início de alguma página, pronta, ansiosa na espera por ser escrita.
O açaí que descia pela garganta, era doce, assim como doce era a companhia.
"Comer pipoca é algo especial", e por isso, andaram a cidade em busca da melhor pipoca da região. Repartiram.
Mas o melhor, o melhor mesmo: dorso no dorso. cabeça com cabeça.
e o som da água caindo, selando a noite.
A respiraçao.
A certeza da presença.
Já não era mais eu. Era mais.
Texto delicioso tem cheiro, gosto e cores e essa frase: "Já não era mais eu. Era mais." fecha com delicadeza e força todo o caminho percorrido. Estou gostando de visitar seus escritos.Abraços.
ResponderExcluirDelícia.. o caminhar, a noite de verão, o calor suave...
ResponderExcluirÉ do jeitinho que eu sinto uma noite de verão... Perfeito!
Que bom Adélia!Volta sempre, adoro suas visitas...
ResponderExcluir:) tem cheiro de Cruzeiro...
ResponderExcluirah,mas é maldade deixar seus leitores na 'orfandade' dos seus textos por tanto tempo.
ResponderExcluirSaudades.
Abraços.